A  disciplina  de Filosofiareconquistou,  com  a  nova  reorganização  curricular, o  seu “nome”,  deixou  de  ser Introdução  à  Filosofia,  para  ser  novamente, Filosofia.  Não parece  ser este um facto muito significativo, no entanto revela uma determinada opção face ao que deverá ser  uma  disciplina  da  Formação  Geral  do  currículo  dos  alunos  do  Ensino  Secundário. Questionaremos, assim, que tipo de conteúdos deverão ser os conteúdos filosóficos a ensinar a todos os jovens? Que significa ensinar Filosofia e como fazê-lo? Nenhum programa de Filosofia é neutro, como nenhuma prática lectiva o deverá ser! A dificuldade em ensinar Filosofia está em adequar um programa nacional a um percurso filosófico pessoal,  onde  nos  apropriamos  desse  programa,  entrando  em  diálogo  com  ele,  criticando-o, questionando-o  e,  afinal,  transformando-o.  Mas, obviamente,  nunca  perdendo  de  vista  o horizonte das grandes linhas programáticas.

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Começaremos  por  olhar  o  texto  programático:  nele  se  salienta  a  importância  da disciplina de Filosofia na formação geral de todos os cursos secundários, evidenciando o caso de Portugal, singular no contexto europeu, onde, desde a Reforma Pombalina até hoje, o ensino da Filosofia tem vindo a fazer parte dos currículos oficiais (v.p.4). Numa pequeníssima nota (v. nota 7,  p.4)  refere  o  texto  programático  que houve  momentos  de  crise  neste  ensino  e  mesmo tentativas de abolição do mesmo, mas não refere que, ao que parece, estes momentos de crise não são “coisa do passado”, lembremos, bem mais recentemente, a polémica que se gerou em torno  da  discussão  do  Projecto  de  Programa  de  Filosofia,  na  assim  designada.”  Reforma Fraústo”. Na  sequência  dessas  crises,  o  lugar  da  disciplina  de  Filosofia  no  Ensino  Secundário, surge,  nalguns  momentos,  enfraquecido,  noutros  momentos,  reforçado.  Parece não  haver consenso  sobre  o  que  ensinar  e  porquê,  sobre  o  que seriam  os  conteúdos  fundamentais  a transmitir a todos esses alunos que “apenas” passam pela Filosofia.

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