Os EUA, quer porque foram os atingidos pelo inesperado ataque de um poder atípico, a Al Kaeda,sem território, sem povo, sem conceito estratégico assumido, mas capaz de ferir o sistema de segurança e defesa da maior potência mundial, quer porque o facto obrigou a rever toda a conceptuologia da acreditada supremacia estratégica, da garantia oferecida pelo conceito deguerra cirúrgica apoiada numa tecnologia sem precedente, procederam a uma rapidíssima avaliação dos paradigmas em vigor, e influenciaram inevitavelmente o pensamento dos países que se assumiram mais visados por esta inesperada forma de ataque – o terrorismo.

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Sem tentar seriar as várias tentativas no sentido de estabelecer um conceito operacional de terrorismo, que servisse de ponto de referência convergente às instâncias desafiadas a elaborar uma estratégia de resposta, julgo possível e suficiente assentar, para fins de exposição, na seguinte formulação: trata-se de uma acção violenta que, pela intencional destruição de vidas de inocentes, homens, mulheres e crianças, e pela destruição indiferente de bens com alto valor económico ou simbólico, procura quebrar a relação de confiança interna da sociedade civil, e da relação de confiança da sociedade civil como o Estado.

Infelizmente, esta prática também tem precedentes vários na história dos ocidentais, e basta recordar que o UK Prevention of Terrorism Act de 1976, definiu este como “uso da violência para fins políticos”, incluindo “qualquer uso da violência com o objectivo de colocar a população ou parte dela em situação de medo”.

Esta definição, em que o elemento do medo é o mais significativo, não exclui que seja uma arma do Estado em relação aos seus próprios cidadãos. Recorde-se que Robespierre afirmou o seguinte: “dizem que o terrorismo é o recurso do governo despótico. Será despótico o nosso governo? Sim, porque a espada que brilha na mão do herói da liberdade é como aquela de que estão armados os satélites da tirania… O governo da Revolução é o despotismo da liberdade contra a tirania”.

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